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LuzTech Blog
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Bem-vindo ao Blog da LuzTech

4 minPor

Seja muito bem-vindo ao blog técnico oficial da LuzTech!

Construí este espaço para compartilhar um pouco do conhecimento prático do time de engenharia da LuzTech.

O princípio é apresentar ideias, curiosidades e aprendizados que surgem no dia a dia do time, incluindo projetos, evoluções de arquiteturas e decisões de engenharia.

Também pretendo compartilhar curiosidades e projetos interessantes que encontro na comunidade.

E como primeira publicação, quero apresentar como construí este blog.

Sumário

Sumário

Os requisitos

Meu primeiro requisito, que definiu o direcionamento do blog, foi que ele deveria ser estático, ou seja, sem backend.

Mas como assim, um desenvolvedor backend fazer um projeto sem backend?

Pois é. Uma lição importante que aprendi ao longo da minha carreira é saber escolher a ferramenta certa para o objetivo certo.

Pensando no meu cenário hoje, sendo o único desenvolvedor da empresa e único autor do blog, ter um backend só me daria mais trabalho e custo.

E a ideia não era essa! A ideia era ter um blog simples e barato, fácil de escrever conteúdo (pnpm post:new) e fácil de publicar (CI/CD no GitHub). Um backend ia exigir uma decisão entre custo e praticidade:

  1. Azure Webapp: Bom e relativamente rápido, mas com um custo maior do que estou disposto a pagar agora

  2. Azure Functions: Custo baixíssimo (desde que o blog não explodisse, o que não imagino acontecer inicialmente), mas com uma performance ruim, já que o cold start é inevitável (e brutal para este tipo de aplicação)

Então achei melhor ir para a rota de SSG, ou Static Site Generation, que me daria um blog simples, rápido e fácil de manter. O contra aqui é que, caso eu queira ter funcionalidades mais complexas como comentários, múltiplos autores, RBAC, etc., eu vou precisar refatorar. Mas como não é o caso (pelo menos no início), o SSG já cumpre bem o papel.

E, falando com os meus amigos imaginários (ChatGPT e Gemini), concluí que o Astro seria a melhor ferramenta para o trabalho.

Mas por que o Astro e não <insira seu framework favorito aqui>?

Bom, porque, além do SSG, o Astro me permite usar MDX, o que me deixa fazer coisas como colocar o famoso contador do React na próxima linha:

Ele até se lembra do valor mesmo se recarregar a página, incrível, não? 😎

E a integração entre texto e componentes é muito boa, então ele acabou ganhando.

Tema

Depois disso, foi minha busca por um tema que me agradasse. Eu fui na página de temas do Astro para blogs e, vou ser sincero, o tema atual não foi o primeiro a me chamar a atenção, foi o Vector.

Screenshot da home do tema Vector para Astro

Screenshot do tema Vector (comercial), por Andrei Alba. Reproduzida aqui para fins editoriais.

Mas, como nem tudo na vida é perfeito, o Vector é um tema pago. E, como a ideia inicial deste blog é ser barato, adotei o tema Astro Paper que é gratuito e atende bem às minhas necessidades.

Importante

Não tenho nada contra temas pagos, na verdade eu até cogitei em comprar este tema, pois gostei muito dele. Mas, como o blog tem como requisito ser barato, optei por um tema gratuito.

O Astro Paper não fica pra trás, ele tem uma ideia mais minimalista, que acho que se encaixa bem com a proposta do blog:

Screenshot da home do tema Astro Paper para Astro

Screenshot do tema Astro Paper (MIT), por Sat Naing. Reproduzida aqui para fins editoriais.

Com a escolha do tema, chegou o momento de ✨personalizar✨.

Personalização

Um ponto chave que me ajudou bastante nesta etapa foi a existência do repositório de Tipografia da LuzTech. Ele me permitiu ter uma identidade visual consistente com o restante da empresa, sem precisar reinventar a roda.

E, claro, não fui eu que fiz boa parte da personalização, foi o GitHub Copilot.

Como assim? Você usou Inteligência Artificial para escrever código? Não ficou cheio de slop?

Boa pergunta meu querido, e a resposta é: Sim, usei o GitHub Copilot para gerar boa parte do frontend deste blog, inclusive os componentes usados pelo post (o texto não, este eu escrevo da forma antiga).

Agora, sobre o slop… Sim, ele gerou slop, mas surpreendentemente, não tanto assim. Veja, eu usei um dos modelos mais poderosos do momento: o Claude Opus 4.7, que em geral consegue escrever código de forma bem razoável. E, claro, eu fui testando e revisando durante o processo, além de pedir coisas pouco a pouco.

A Inteligência Artificial não substitui uma pessoa, ela substitui uma ferramenta, ou melhor, ela é uma ferramenta, mais uma, como os compiladores, linters, IDEs, etc. E, como toda ferramenta, ela precisa ser usada com cuidado e atenção.

Dito isto, eu referenciei o projeto de tipografia nos meus prompts e fui bem claro no que desejava que fosse implementado. Muitas vezes o Copilot me entregava algo que não era exatamente o que eu queria, mas com alguns ajustes e prompts mais claros, ele foi me entregando o que eu precisava, pouco a pouco.

Conclusão

Foi um experimento divertido, sendo sincero. Não é o blog mais engenheirado do mundo, mas às vezes, o pouco é mais que o suficiente.

Espero que tenha gostado!


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